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História das Mulheres do Nordeste e Norte

Uma plataforma bibliográfica de mulheres que não serão apagadas do Brasil



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A carreira diplomática sempre foi reconhecida pelo seu status. No Brasil, ainda que atualmente se observe uma crescente de diplomatas mulheres, a maioria dos cargos do Itamaraty permanecem ocupados por homens. Em 1918, Maria José de Castro Rebello Mendes foi aprovada em primeiro lugar no, até então vigente, concurso da Secretaria de Estado para o Ministério das Relações Exteriores, tornando-se assim a primeira diplomata brasileira. Nascida em 20 de setembro de 1891 em Salvador (BA) foi privilegiada com uma educação de qualidade no Colégio Alemão, onde conquistou fluência na língua inglesa, francesa, alemã e italiana. Após a morte de Raimundo Martins Mendes, advogado e pai de Maria, a situação financeira – até então muito dependente da figura masculina – declinou. Nessas circunstâncias, mudou-se para o Rio de Janeiro para onde dedicou-se a lecionar em aulas particulares. 
Foi então, por contato com familiares, que tomou ciência da existência do concurso para o Itamaraty. Embora tivesse conhecimento de línguas estrangeiras isso não era suficiente para a aprovação. Por assim ser, aperfeiçoou-se em diversas áreas do conhecimento como datilografia, contabilidade, economia na Escola de Comércio e autodidata nas matérias de Direito. 
Entretanto, apesar de todo seu esforço, sua inscrição foi rejeitada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com a ajuda de familiares conseguiu apoio de Rui Barbosa que sob à luz do artigo 73 da constituição vigente – “todos os brasileiros” - insistiu na validade da inscrição de Maria Mendes. Nilo Peçanha, Ministro responsável, deferiu a inscrição, mas com os seguintes dizeres machistas:  

“Não sei se as mulheres desempenhariam com proveito a diplomacia, vide tantos atributos de discrição e competência que são exigidos(…), o que não posso é restringir ou negar o seu direito… Melhor seria, certamente, para o seu prestígio que continuassem a direção do lar, tais são os desenganos da vida pública, mas não há como recusar sua aspiração, desde que fiquem provadas suas aptidões”.

Mesmo assim, a pioneira obteve escore máximo para o cargo desejado. A mídia divergiu quanto ao assunto, ao passo que o movimento feminista liderado por Leolinda de Figueredo Daltro – também fundadora do Partido Republicano Feminino - a incentivava. Na época, nota-se o seguinte pronunciamento da Revista Feminina:

“Um bravo a D. Marietta Mendes [apelido de Maria José]… um bravo a todas as mulheres que, concisas de seu papel que deverão representar neste século, sabem desprezar a ironia sempre tola e muitas vezes idiota dos que procuram fazer espírito com o que de mais alto e mais sagrado há no seio de cada povo: o coração da mulher, o relicário de todos os heroísmos e de todas as abnegações.”

Iniciava-se assim o que parte da mídia carioca chamaria de “marcha do feminismo no Itamarati” com a aprovação posterior de 19 mulheres até que em 1938, o chanceler Osvaldo Aranha, após unificar as funções diplomáticas e consulares, proibiu a participação feminina nos concursos. Tal proibição perdurou até 1953.
Maria Mendes se casou em 1922 com outro diplomata: Henrique Pinheiro de Vasconcelos. Consequentemente, fora obrigada a se aposentar em 1934 quando seu marido se tornou conselheiro na embaixada belga. O motivo da aposentadoria? Segundo as normas administrativas era proibido que uma mulher assumisse um cargo na mesma representação que seu esposo. Morreu dois anos depois e atualmente é um símbolo feminino reconhecido do Itamaraty.



                                         



Fontes:

SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Érico Vital. Dicionário Mulheres do Brasil. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2000.
www.itamaraty.gov.br/pt-BR/sem-categoria/14063-as-mulheres-na-diplomacia-brasileira
funag.gov.br/loja/download/861-Diplomata._Substantivo_comum_de_dois_generos.pdf
casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/k-n/FCRB_RejaneMagalhaes_Presenca_Feminina_no_Itamarati.pdf
asminanahistoria.wordpress.com/2015/12/01/a-primeira-diplomata-do-brasil-maria-jose-rebelo-mendes/

http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/k-n/FCRB_RejaneMagalhaes_Presenca_Feminina_no_Itamarati.pdf

http://obarao.damasio.com.br/baronesa-do-mes-maria-jose-de-castro-rebello-mendes/
setembro 22, 2018 Sem comentários




A primeira romancista da América Latina era negra e nordestina num tempo de extrema segregação racial e social, se chamava: Maria Firmina dos Reis.
Primeiramente, vale salientar que não há registro oficial da estimada escritora. Foram várias as tentativas de ilustra-la, muitas dessas com estereótipos rudes.
Além disso, sua bibliografia está em reestudo nos últimos anos. Prova disso é a antiga afirmação de que sua mãe era branca, talvez com o propósito de descaracteriza-la como negra para suprir os padrões do século XIX e sequentes. Todavia, os novos estudos apontam que sua mãe, Leonor Felippa dos Reis, era mulata e seu pai, de nome desconhecido, negro.
Nascida em 1822 (segundo alguns registros documentais foi batizada em 1825) em São Luís do Maranhão, Maria Firmina dos Reis escreveu em 1859 seu primeiro romance: “Úrsula”. A inovação? Uma crítica ao regime escravocrata na essência de um romance abolicionista redigido por mãos negras. Mais tarde, em 1887, publicou “A Escrava” com uma crítica ainda mais fervorosa à injustiça da escravidão.
Ademais, foi professora de reconhecido magistério, contribui para inúmeros jornais da época.
Esquecida por décadas, “Úrsula” foi recuperada em 1962 pelo historiador paraibano Horácio de Almeida, num sebo carioca. Recentemente, sua obra pioneira está presente nas leituras obrigatórias para o Vestibular de 2019 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e contou com seminários da instituição.



Escultura baseada em retrato falado.





Fontes: 

ZIN, Rafael Balseiro. Maria Firmina dos Reis: a trajetória intelectual de uma escritora afrodescendente no Brasil oitocentista. 2016. 100 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2016.

http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/literatura-em-extensao-aborda-o-livro-ursula

http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/322-maria-firmina-dos-reis
setembro 22, 2018 Sem comentários

Anna Nery ou Ana Neri, nascida em Vila da Cachoeira do Paraguaçu, Bahia, em 1814, foi a pioneira da enfermagem no Brasil. Foi dona de casa e cuidava dos três filhos, seu marido estava sempre no mar, pois era marinheiro da Marinha do Brasil. Aos 29 anos, Ana ficou viúva com o naufrágio do barco em que se encontrava o marido. Naquele contexto, auge da guerra do Paraguai, seus filhos foram convocados para integrar o exército brasileiro.
        Com a dor da separação dos seus filhos envolvidos no conflito, Ana escreve uma carta solicitando o ingresso nas forças médicas do exército, seu pedido foi aceitou e ela então partiu rumo ao Rio Grande do Sul, onde recebeu noções de enfermagem com irmãs de uma congregação religiosa.
Ana, em 1865, ingressou no ao décimo de batalhão de voluntários, onde destacou-se montando uma enfermaria modelo, em assunção no Paraguai, apesar da falta de recursos, higiene escassa e excesso de feridos, Ana destacou-se pela total dedicação aos enfermos com seu trabalho de enfermagem, em todos os hospitais por onde passou. Com o término do conflito, em 1870, Ana retorna ao brasil depois de ter perdidos os três filhos durante a guerra. Foi homenageada com a medalha geral de campanha, medalha humanitária de primeira classe, concedida por D. Pedro II, que lhe concedeu uma pensão vitalícia. Carlos Chagas batizou a primeira escola com oficial de enfermagem com o nome de Ana Neri, que veio a falecer em 1880.

FONTE:
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=357:ana-neri&catid=35:letra-a
https://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/B_AnaNery.htm
http://www.sobrati.com.br/ana-neri-sobrati.htm
https://www.youtube.com/watch?v=evyIAhabk6g´


setembro 21, 2018 Sem comentários

Militana Salustino do Nascimento, mais conhecida como Dona Militana, nasceu em São Gonçalo do Amarante em 19 de março de 1925. Hoje é conhecida como a maior romanceira do Brasil. Seus versos cantados, herdados do pai lhe foram proibidos pelo mesmo de serem cantados, mas foi na lida do campo e ouvindo as cantorias do pai que desenvolveu notável memória, pelo fato de ser analfabeta, em decorar e reproduzir os versos de cavalaria de origem Ibérica, contavam a história de bravos guerreiros, princesas, reis. Além de literatura medieval, Militana cantava modinhas, toadas de boi, coco,a aboios e fandangos originárias do nordeste brasileiro. Apesar de toda cultura distante trazida e reproduzida por Dona Militana, o seu devido reconhecimento pela notável memória e talento, só vieram quando na década de 1990, o romancista Délfilo Gurgel conheceu os cantos de Dona Militana, permitiu e proporcionou ao resto do Brasil o talento de agora sua maior romanceira, que chegou a gravar CD’S dar entrevistas e em 2005 receber a honraria das mãos do presidente Lula da maior comenda Cultural do país.

FONTE:

http://saogoncalo.rn.gov.br/dona-militana/

https://www.youtube.com/watch?v=FAsQmoMars8

http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/secretaria_extraordinaria_de_cultura/DOC/DOC000000000106223.PDF


setembro 21, 2018 Sem comentários

Na década de 70, na fronteira com a Bolívia, o acre estava sofrendo diversas mudanças e passava por um período turbulento, o então governador estava leiloando e desapropriando terras, vendendo os seringais e as terras do pequenos agricultores da região, os  brasileiros do centro-sul do Brasil estavam apenas preocupados com a terra que serviria como local de plantação de capim e criação de gado, todos aqueles que eram oficiais do governo, estavam expulsando os moradores daquelas terras, foi quando surgiu a ideia de formar um sindicato. Valdiza ouviu a notícia da chegada do sociólogo que havia proposto a ideia de formar o sindicato e fazer frente aos despejos e desapropriações, foi então que Valdiza, determinada a mudar aquela situação, caminhou 80km à pé e pegou um ônibus para encontrar o sociólogo e descrever o contexto das famílias e trabalhadores, para a partir daí formarem o sindicato. Ofereceu como sede a sua casa para reunir os trabalhadores com o sociólogo e iniciar os trabalhos, foi ali que se deu o passo inicial para a criação do primeiro sindicato dos trabalhadores rurais do Acre, era a primeira forma de resistência legal em defesa dos seringueiros, unidos por uma mulher, os homens da região não acreditavam que pudesse ser líder do movimento, mas nesse contexto machista e conturbado, Valdiza se tornou a primeira delegada sindical de sua região. Ficou conhecida como “a mulher do sindicato”. Pouco tempo após a criação do sindicato e sob a liderança do seringueiro Wilson Pinheiro, o sindicato, já organizado, começou a apresentar os primeiros resultados em favor dos seringueiros e pequenos agricultores, mostrando sua força contra o desmatamento e expulsão das famílias.

FONTE: 
https://www.xapuri.info/biomas/amazonia/valdiza-alencar-a-mulher-do-sindicato/
http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434409274_ARQUIVO_Textocompleto.Anpuh.pdf
http://www.encontro2014.historiaoral.org.br/resources/anais/8/1398902318_ARQUIVO_Textocompleto.25anosdeMMCAC.pdf

setembro 21, 2018 Sem comentários

Durante a república das oligarquias, no Brasil, as mulheres não tinham direito de votar ou serem votadas. A situação mudou quando as mulheres Potiguares resolveram se levantar e reivindicar o direito ao voto e nesse contexto se destacou, Celina Guimarães, nascida em Mossoró, no Rio grande do Norte, em 15 de novembro de 1890. Na constituição brasileira vigente daquela época, não havia igualdade de direitos entre os sexos. Diante da pressão de Celina e de outras mulheres, um candidato ao governo do estado, o senado Juvenal Lamartine, recebeu o protesto das mulheres e resolveu entrar na luta entrando em contato com o presidente do estado. Dessa forma, decorrente do protesto e da onda de agitação, o deputado Adauto da Câmara, apresentou a emenda do artigo 77 que consistia no seguinte :” No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexo, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por esta lei”.  Em 25 de outubro de 1927 entrou em vigor a lei que estabelecia não haver distinção entre os sexos para o exercício do sufrágio. Celina entrou com uma petição para ter direito ao voto e dessa forma, teve um parecer favorável, tornando-se a primeira eleitora brasileira, então fez um apelo para que todas as mulheres tivessem o direito ao voto, no telegrama enviado dizia: Peço nome mulher brasileira seja aprovado projeto institui voto feminino amparando seus direitos políticos reconhecidos Constituição Federal – Saudações Celina Guimarães Viana – Professora Escola Normal Mossoró. Esse documento despachado pelo juiz, hoje se encontra no museu da cidade. O fato da petição da Celina ter sua petição rapidamente aceita pelo juiz e ter seu direito ao voto de forma rápida, se deve também ao fato de Celina ser professora e mulher de um advogado de renome, o que mostra o caráter elitista e machista vigente na época. Cabe aqui ressaltar que a luta de Celina e de muitas outras mulheres, como Bertha Lutz, que trouxeram muitos direitos de igualdade para as mulheres em muitas regiões do Brasil, e adiantaram o Rio Grande no Norte com o sufrágio feminino, uma década antes de se valer em todo o território nacional.


FONTE:

 http://web.archive.org/web/20090310172006/http://www.senado.gov.br/web/senador/Garibaldi/guimarae.asp
http://www.tse.jus.br/imagens/fotos/professora-celina-guimaraes-vianna-primeira-eleitora-do-brasil
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=527:celina-guimaraes-viana&catid=38:letra-c


setembro 21, 2018 Sem comentários

Primeira mulher e indígena a ser considerada heroína no Brasil, nascida no início do século XVII, teve seu nome indígena esquecido pela história, pertencente a tribo potiguar, que habitava a margem esquerda do rio Potengi, nasceu provavelmente na Aldeia Velha, catequizada por jesuítas, foi casada com o também herói nacional Filipe Camarão, durante a invasão holandesa liderou um grupo de grandes guerreiras.

Rompeu com as barreiras de divisão do trabalho ao largar os afazeres domésticos e dedicar-se ao conflito contra os holandeses em Olinda e no recife. 

Como era proibida de lutar lado a lado com o marido, decidiu formar um grupo de mulheres guerreiras. O seu grupo de guerreiras ficou conhecido como as heroínas de Tejecupapo, pequena aldeia da zona da mata pernambucana e ficou conhecido após grandes vitórias contra os Batavos invasores, Clara era eximia guerreira com arco e flecha e tacape, além de cavalgar muito bem e tornou-se referência a outras mulheres que procuravam imitá-la. Clara e Filipe Camarão foram decisivos na batalha dos Guararapes, umas das partes que definiu os rumos do conflito, foi uma das batalhas em que os dois lutaram lado a lado. Filipe Camarão, seu marido, morreu de malária poucos meses depois de Guararapes/, em Pernambuco e assim, clara recolheu-se a viuvez e provavelmente tenha voltado a sua terra natal, onde não se tem data e local exatos de sua morte. Embora pouco se saiba sobre a vida de Clara, ela entrou pra história do Brasil como uma de suas heroínas, dessa forma, recebeu honrarias. Foi elogiada pelo poeta brasileiro José da Natividade Saldanha, sem sua homenagem a refinaria localizada em seu estado, se chama Potiguar Clara Camarão e seu nome consta no livro dos heróis da pátria.

FONTE:
https://www.facebook.com/asminasnahistoria/posts/clara-camar%C3%A3o-foi-a-primeira-mulher-e-ind%C3%ADgena-a-ser-considerada-uma-hero%C3%ADna-no-/1039619272789969/

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/clara-camara-o-uma-heroa-na-entre-o-mito-e-a-realidade/374304

https://www.brechando.com/2017/03/quem-foi-clara-camarao/

https://asminanahistoria.wordpress.com/2016/12/23/clara-camarao-a-primeira-guerreira-do-brasil/


setembro 21, 2018 Sem comentários

Nascida em Natal no ano de 1981, Débora Araújo Seabra de Moura, foi diagnosticada com síndrome de Down, seus pais, que não tinham muitas informações sobre a anomalia genética de Débora, chegaram a desejar a sua morte, porém com o passar do tempo e com o desenvolvimento de Débora, perceberam que poderiam cria-la como uma criança normal, que não precisasse de acompanhamentos especiais, dessa forma, foi criada da mesma forma que seu irmão mais velho, que não possui a síndrome. 

Ao atingir idade para ingressar na escola, seus pais optaram por inscrevê-la em uma escola de ensino regular, ou seja, junto de crianças sem necessidades especiais, e foi assim até o término do ensino médio, frequentando escolas desse tipo. Ao terminar o ensino médio, decidiu o que queria para sua carreira profissional, e optou pela área da educação infantil.
Em 2001, quando Débora terminou o ensino médio, ingressou no curso de magistério, o qual veio a concluir no ano de 2005. Ela afirma, que foram os anos mais conturbados de sua vida, guiados pelo preconceito, seus colegas a discriminavam e não a aceitavam como igual. Dessa forma, Débora encarou o preconceito e discriminação, os seus sonhos de tornar-se professora eram seus guias para não deixar-se abalar e segui em frente, foi aceita por uma nova turma de colegas que a acolheram, mas para isso chegou a fazer greve para ser aceita pelos antigos colegas. No ultimo ano de sua formação, ela foi escolhida para a rainha da escola na festa de São João, e na formatura foi homenageada pela luta em favor da inclusão.
Débora, ainda não parou por aí, resolveu aperfeiçoar o seu currículo e fez estágios EAD, e um presencial na UNICAMP. Atualmente, ela se dedica e trabalha como professora auxiliar em uma escola particular tradicional de Natal, desenvolve junto com a professora titular os projetos a serem executados em sala de aula e ainda auxilia as crianças no processo de alfabetização de crianças de 6 a 7 anos. Em sua luta em favor da inclusão, Débora lançou um livro de fábulas infantis “Débora conta histórias”, que levantam o tema da inclusão tratando e aproximando o diferente de forma igual e com respeito, histórias infantis e hipotéticas com animais e muita imaginação, mas que também são o retrato de sua autobiografia. Livro este que tem como texto de apresentação uma homenagem o imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) João Ubaldo Ribeiro. Sua luta em favor da inclusão fora reconhecida no ano de 2015, quando recebeu o prêmio Darcy Ribeiro de educação e tornou-se a primeira pessoa com algum tipo de deficiência a receber o prêmio. 




FONTE:

 http://tvbrasil.ebc.com.br/programaespecial/episodio/a-trajetoria-da-professora-debora-seabra
https://catracalivre.com.br/cidadania/debora-seabra-primeira-professora-com-sindrome-de-down-do-pais/
https://www.youtube.com/watch?v=mgDoIYf_2HA
https://apartamento702.com.br/6-notaveis-mulheres-do-rn-que-fizeram-historia/


setembro 21, 2018 Sem comentários


Dona Esperança Rita foi a primeira mãe de santo de Porto Velho em um barracão cujo foi o primeiro espaço formalmente edificado para o culto afro brasileiro. Esperança é natural de Codó, Maranhão e foi para Porto Velho com seu marido em 1911. Sobre ela, sabe-se que era filha de Iansã e que sempre fora representada enquanto acolhedora. Enquanto negra, analfabeta e pobre, foi extremamente importante para a comunidade de Porto Velho, principalmente pela sua ação majoritariamente religiosa. Uma das ações conhecidas que D. Esperança realizou, foi quando ofereceu abrigo à prostitutas que viviam marginalizadas na região. Em 1916, ela funda a Irmandade Santa Bárbara no Mocambo. O Terreiro de Santa Bárbara, por sua vez, foi fundado em 1917, o espaço oferecia ajuda aos doentes através do plano espiritual, visto que o hospital da Candelária atendia apenas os trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. D. Esperança era amplamente conhecida pelos seus conhecimentos de cura. Ao longo do presente trabalho, encontramos diversos empecilhos em relação à bibliografia, e por este motivo, não foi encontrada nenhuma imagem acerca da Dona Esperança.

Fonte: https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/hugo-evangelista/mae-esperanca-rita
http://acler.com.br/artigos/203/3
http://www.periodicos.unir.br/index.php/LABIRINTO/article/viewFile/920/905
http://www.historiaoral.org.br/resources/anais/4/1369018975_ARQUIVO_texto_unicamp2.pdf

setembro 20, 2018 Sem comentários
 
Marta nasceu em 1986 em Dois Riachos (Alagoas) e desde cedo enfrenta o preconceito sobre a carreira a qual decidiu seguir. Em uma entrevista ao “Woman's Game” realizada pelo Aljazeera, ela revela que "não havia outras garotas na cidade jogando futebol e as pessoas se certificaram de que você soubesse disso". Marta foi "descoberta" pela treinadora brasileira Helena Pacheco, a qual permite que Marta se mude para o Rio de Janeiro aos 14 anos e comece a treinar no clube feminino Vasco da Gama, quando o programa do Vasco foi interrompido devido à falta de fundos, Marta foi para Santa Cruz antes de aos 17 anos, ir para a Suécia jogar no Umea IK. Com, também, um extenso número de medalhas de Olimpíadas, Marta foi nomeada por cinco vezes como melhor jogadora do mundo. Em 2014, ela foi embaixadora da Copa do Mundo Masculina no Brasil e desde o início de sua carreira defensa vorazmente o desenvolvimento do futebol feminino. No entanto, Marta não se restringe ao mundo futebolístico, enquanto embaixadora da Boa Vontade da ONU, ela defende os direitos das mulheres em uma campanha contra o machismo exacerbado na nossa sociedade. Atualmente, é jogadora no Orlando Pride (EUA) e na seleção brasileira.

Fonte: https://www.biography.com/people/marta-21322927https://www.aljazeera.com/indepth/features/woman-game-marta-vieira-da-silva-180624110229451.htmlhttps://globoesporte.globo.com/al/futebol/noticia/embaixadora-da-onu-marta-adere-a-campanha-contra-o-machismo-e-a-violencia-domestica.ghtml


setembro 20, 2018 Sem comentários
Nísia Floresta Brasileira Augusta é pseudônimo de Dionísia Pinto Lisboa, que nasceu em 1810 na cidade de Papari, no Rio Grande no Norte. Nísia lutou, principalmente, pela educação para as mulheres. Enquanto escritora e feminista, publicou aos 22 anos seu primeiro livro: "Direitos das mulheres e injustiça dos homens". Aos 28 anos, em 1838, ela inaugura uma escola destinada às mulheres. Durante sua vida ela também foi participante ativa dos movimentos abolicionistas e contra a opressão aos indígenas, tratando dos fatos, inclusive, em seus livros, como "A lágrima de caeté" que retrata de fundo a Revolução Praiera. Ela faleceu em 1885 aos 75 anos, e durante sua vida, escreveu outras 14 obras, as quais são consagradas mundialmente pela temática dessas “minorias”: mulheres, negros e indígenas. Atualmente, o estado do Rio Grande do Norte conta, inclusive, com uma cidade cujo nome é Nísia Floresta, em homenagem  à renomada escritora. Em um de seus livros, no século XIX, ela trata de uma temática que, infelizmente, é ainda presente na nossa sociedade, como podemos ver no dizer abaixo:

“Por que [os homens] se interessam em nos separar das ciências a que temos tanto direito como eles, senão pelo temor de que partilhemos com eles, ou mesmo os excedamos na administração dos cargos públicos, que quase sempre tão vergonhosamente desempenham?”

Fonte: http://educacaointegral.org.br/reportagens/nisia-floresta/https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Cultura/Nisia-Floresta-Brasileira-Augusta-o-feminismo-revolucionario-no-seculo-XIX/39/33582http://nisiafloresta.rn.gov.br/https://plenarinho.leg.br/index.php/2018/02/08/nisia-floresta-uma-mulher-alem-de-seu-tempo/


setembro 20, 2018 Sem comentários
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Muito participativa da cultura local pariticpou, por exemplo do bloco do Noroeste, no carnaval de 1927. Foi cantora, atriz, bailarina, mas conhecida principalmente por ser poetiza declamadora o que a alcunhou como a primeira voz feminina da História de Rondônia. Natural de Manaus, Labibe chegou a Porto Velho em 1912. Em 1922, aos 14 anos de idade, se tornou a primeira mulher a participar de um ato público em honra à Independência do Brasil. Morreu em 2013 com quase 104 anos, sendo até a data, a mais antiga moradora da cidade de Porto Velho. Infelizmente na época não ouve registros femininos em atas políticas por ser considerada incomum a participação de mulheres na atividade pública, ou pelas próprias palavras - reveladoras da realidade imposta às mulheres na época- de Abdon Jacob Atallah, presente durante a instalação do município de Porto Velho: “Mulher naquele tempo não se metia em política. Era para cuidar da casa e da família”.






Fontes:


CRUZ,Tereza Almeida. Um estudo comparado das relações ambientais de mulheres da floresta do Vale do Guaporé (Brasil) e do Mayombe (Angola) – 1980 – 2010. 2012. 367 f. Tese (Doutorado em História) – Curso de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012

 https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/lucio-albuquerque/dona-labibe-primeiro-nome-feminino-na-historia-de-porto-velho Acesso em 26/08/2018 às 18 horas
setembro 20, 2018 Sem comentários



Chamada também de “Rainha Tereza” liderou o Quilombo de Quariterê - situado no Vale do Guaporé - após a morte de seu companheiro José Piolho. Estima-se que o quilombo abrigou mais de 100 pessoas negras e indígenas. Além disso, Tereza foi responsável, durante sua perspicaz administração em meados do século XVIII pela criação tanto de um uma espécie parlamento, quanto um sistema organizacional de defesa.
As causas da morte da líder quilombola são incertas e variam desde a possibilidade de suicídio perante a chance de recaptura para escravidão até execução ou doença.Nos últimos anos foi aprovada a LEI 12.987/2014 que em seu primeiro artigo instituí: “o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, a ser comemorado, anualmente, em 25 de julho.”




Fontes:
CRUZ,Tereza Almeida. Um estudo comparado das relações ambientais de
mulheres da floresta do Vale do Guaporé (Brasil) e do Mayombe (Angola) –
1980 – 2010. 2012. 367 f. Tese (Doutorado em História) – Curso de Pós-
Graduação em História, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
2012.
FARIAS JÚNIOR, Emmanuel de Almeida. Negros do Guaporé: o sistema
escravista e as territorialidades específicas. Revista do Centro de Estudos Rurais – UNICAMP, v.5, nº2, setembro de 2011.

https://www.geledes.org.br/tereza-de-benguela-uma-heroina-negra/ 26/08/2018 às 17 horas   http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12987.htm Acesso em 26/08/2018 às 17 horas
setembro 20, 2018 Sem comentários

Maria Quitéria nasceu em 1792 e foi uma militar brasileira e heroína da Guerra da Independência no século XIX. Nascida na Bahia, desde muito cedo (aos dez anos) ficou responsável pelas suas duas irmãs. Maria não obteve nenhuma formação escolar, mas era perita em caça, pesca e manejo de armas. Em 1822 o governo baiana recrutava voluntaŕios para lutar na Guerra, a qual ela foi proibida pelo seu pai de participar, e por isso, utilizou o uniforme de seu cunhado, cortou os cabelos e se apresentou como homem para o combate; seu pai, ao descobrir, a delatou, no entanto, o Major Silva e Castro viu um potencial na jovem e ignorou o fato. Maria obteve grande importâncias nos combates de Itapuã e Pituba, mas foi na Barra do Paraguaçu que ela liderou um pelotão composto apenas por mulheres, o que impede o desembarque das tropas portugueses, e assim, a expulsão deles da Bahia em 1823. Ela se torna um ícone ao ser homenageada, no Rio de Janeiro, com a medalha "Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro", sendo condecorada pelo Imperador Dom Pedro. Abaixo, um conhecido dizer de Maria Quitéria, que relata um pouco da sua experiência enquanto mulher em um ambiente predominantemente masculino:

"Eu gostaria de entrar nua no rio, caso estivesse no sítio do meu pai. Mas agora estou aqui entre homens, somos todos soldados, e o banho no Paraguaçu é forçado. Os portugueses de uma canhoneira bombardearam Cachoeira, então um bando de Periquitos, e entre eles eu e mais cinco ou seis mulheres, entramos no rio, de culote, bota e perneira, dólmen abotoado e baioneta calada."

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/maria-quiteria.htmhttps://www.ebiografia.com/maria_quiteria/https://educacao.uol.com.br/biografias/maria-quiteria.htm


setembro 20, 2018 Sem comentários

Marinalva é natural de João Pessoa (PB), mas morou em Porto Velho (RO) desde muito cedo. Sendo incentivada por um professor de educação física, entra em uma competição amadora, a qual fica em segundo lugar. Ela, hoje com 51 anos, é corredora desde os 22, motivo pelo qual ela detém diversas medalhas e troféus. Obteve seu primeiro título de relevânia em Belém no ano de 1991 com apenas oito meses de treino. Em Rondônia, foi campeã estadual por 14 anos seguidos e por 12 em Amazonas (na corrida Henrique Archepinto). A nível nacional, ficou em 27º lugar na São Silvestre, que contava com mais de 11 mil corredores. Em 2014, juntamente com Rivalino, ela participa da Tour da Taça do Mundo (FIFA), mostrando o prestígio com o qual é vista por sua carreira. Atualmente, Marinalva trabalha no Detran de Rondônia, atua no projeto Clube Paralímpico e treina diariamente.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/ro/noticia/2012/07/icone-do-esporte-rondoniense-marinalva-e-exemplo-de-superacao.html
http://globoesporte.globo.com/ro/copa-do-mundo/noticia/2014/05/tour-da-taca-rivelino-e-marinalva-da-costa-serao-os-homenageados-em-ro.html
http://rondoniainfoco.com.br/contentView.php?cat=2&con=18278


setembro 20, 2018 Sem comentários

Resultado de imagem para Marise Magalhães Costa Castiel

Marise era uma paraense que residia em Belém, com um pai juiz, ela acabou indo estudar no Instituto de Educação do Pará, quando formada foi para Gurupá e conheceu Raphael Jayme Castiel, que foi uma das influências para fazer com que ela desembarcasse em Porto Velho em 1947. Exerceu respeitosamente cargos de educadora, política, administradora, pianista formada, historiadora (com enfoque na história do Brasil) e outras tantas coisas durante sua vida. Foi, principalmente, precursora na luta feminina pela educação, seus alunos, inclusive, citam que ela fez a educação rondoniense avançar décadas em poucos anos. Atualmente, vemos o reflexo de sua importância através de um instituto e uma escola de educação básica que carregam seu nome como homenagem; ademais, sua filha, Sandra Castiel, há poucos anos lançou um livro que conta a trajetória e importância de sua mãe na área da educação e da política de Rondônia. Além dos seus reflexos na educação, Marise foi a primeira mulher a presidir uma sessão legislativa em Porto Velho.

Fonte: https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/sandra-castiel/professora-marise-castiel
http://www.qedu.org.br/escola/241388-ee-de-educacao-infantil-marise-castiel/sobre
https://www.melhorescola.com.br/escola/instituto-educacional-marise-castiel
http://www.diariodaamazonia.com.br/mulheres-que-marcaram-historia/
http://www.rondonia.ro.gov.br/lancamento-do-livro-sobre-marise-castiel-atrai-grande-publico/
http://www.posgeografia.unir.br/uploads/99999999/dissertacoes/MESTRADO/TURMA%202014/ESPACIALIDADE%20E%20SUBJETIVIDADES%20FEMININAS_ALTAS%20HABILIDADESSUPERDOTACAO%20NO%20NAAHSS%20EM%20PORTO%20VELHO-RO_Sonia%20Maria.pdf
http://www.newsrondonia.com.br/noticias/sandra+castiel+memoria+da+professora+marize/38870





setembro 20, 2018 Sem comentários
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Trabalho acadêmico da disciplina de História das Mulheres (HUM03368) com o intuito de contar e propagar a História das mulheres da região Norte e Nordeste do Brasil.
Elaborado por Tatiana Machado Freitas, Gabriel Nascimento de Alcântara Benites e Roberto Venturela Verna.

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