Nascida em Natal no ano de 1981, Débora Araújo Seabra de Moura, foi diagnosticada com síndrome de Down, seus pais, que não tinham muitas informações sobre a anomalia genética de Débora, chegaram a desejar a sua morte, porém com o passar do tempo e com o desenvolvimento de Débora, perceberam que poderiam cria-la como uma criança normal, que não precisasse de acompanhamentos especiais, dessa forma, foi criada da mesma forma que seu irmão mais velho, que não possui a síndrome.
Ao atingir idade para ingressar na escola, seus pais optaram por inscrevê-la em uma escola de ensino regular, ou seja, junto de crianças sem necessidades especiais, e foi assim até o término do ensino médio, frequentando escolas desse tipo. Ao terminar o ensino médio, decidiu o que queria para sua carreira profissional, e optou pela área da educação infantil. Em 2001, quando Débora terminou o ensino médio, ingressou no curso de magistério, o qual veio a concluir no ano de 2005. Ela afirma, que foram os anos mais conturbados de sua vida, guiados pelo preconceito, seus colegas a discriminavam e não a aceitavam como igual. Dessa forma, Débora encarou o preconceito e discriminação, os seus sonhos de tornar-se professora eram seus guias para não deixar-se abalar e segui em frente, foi aceita por uma nova turma de colegas que a acolheram, mas para isso chegou a fazer greve para ser aceita pelos antigos colegas. No ultimo ano de sua formação, ela foi escolhida para a rainha da escola na festa de São João, e na formatura foi homenageada pela luta em favor da inclusão. Débora, ainda não parou por aí, resolveu aperfeiçoar o seu currículo e fez estágios EAD, e um presencial na UNICAMP. Atualmente, ela se dedica e trabalha como professora auxiliar em uma escola particular tradicional de Natal, desenvolve junto com a professora titular os projetos a serem executados em sala de aula e ainda auxilia as crianças no processo de alfabetização de crianças de 6 a 7 anos. Em sua luta em favor da inclusão, Débora lançou um livro de fábulas infantis “Débora conta histórias”, que levantam o tema da inclusão tratando e aproximando o diferente de forma igual e com respeito, histórias infantis e hipotéticas com animais e muita imaginação, mas que também são o retrato de sua autobiografia. Livro este que tem como texto de apresentação uma homenagem o imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) João Ubaldo Ribeiro. Sua luta em favor da inclusão fora reconhecida no ano de 2015, quando recebeu o prêmio Darcy Ribeiro de educação e tornou-se a primeira pessoa com algum tipo de deficiência a receber o prêmio.
Trabalho acadêmicoda disciplina de História das Mulheres (HUM03368) com o intuito de contar e propagar a História das mulheres da região Norte e Nordeste do Brasil. Elaborado por Tatiana Machado Freitas, Gabriel Nascimento de Alcântara Benites e Roberto Venturela Verna.
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