Valdiza Alencar de Souza

por - setembro 21, 2018

Na década de 70, na fronteira com a Bolívia, o acre estava sofrendo diversas mudanças e passava por um período turbulento, o então governador estava leiloando e desapropriando terras, vendendo os seringais e as terras do pequenos agricultores da região, os  brasileiros do centro-sul do Brasil estavam apenas preocupados com a terra que serviria como local de plantação de capim e criação de gado, todos aqueles que eram oficiais do governo, estavam expulsando os moradores daquelas terras, foi quando surgiu a ideia de formar um sindicato. Valdiza ouviu a notícia da chegada do sociólogo que havia proposto a ideia de formar o sindicato e fazer frente aos despejos e desapropriações, foi então que Valdiza, determinada a mudar aquela situação, caminhou 80km à pé e pegou um ônibus para encontrar o sociólogo e descrever o contexto das famílias e trabalhadores, para a partir daí formarem o sindicato. Ofereceu como sede a sua casa para reunir os trabalhadores com o sociólogo e iniciar os trabalhos, foi ali que se deu o passo inicial para a criação do primeiro sindicato dos trabalhadores rurais do Acre, era a primeira forma de resistência legal em defesa dos seringueiros, unidos por uma mulher, os homens da região não acreditavam que pudesse ser líder do movimento, mas nesse contexto machista e conturbado, Valdiza se tornou a primeira delegada sindical de sua região. Ficou conhecida como “a mulher do sindicato”. Pouco tempo após a criação do sindicato e sob a liderança do seringueiro Wilson Pinheiro, o sindicato, já organizado, começou a apresentar os primeiros resultados em favor dos seringueiros e pequenos agricultores, mostrando sua força contra o desmatamento e expulsão das famílias.

FONTE: 
https://www.xapuri.info/biomas/amazonia/valdiza-alencar-a-mulher-do-sindicato/
http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434409274_ARQUIVO_Textocompleto.Anpuh.pdf
http://www.encontro2014.historiaoral.org.br/resources/anais/8/1398902318_ARQUIVO_Textocompleto.25anosdeMMCAC.pdf

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